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Poder da educação ambiental, por Rosa Ramos

Radar Verde 28 August 2008 preservacionismo 113 views One CommentPrint This Post Print This Post Email This Post Email This Post

PODER DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

ANTES:

Crescer cinqüenta anos em cinco – este foi o mote do Brasil na Conferência de Estocolmo em 1972. Como principal organizador do bloco dos países em desenvolvimento, que viam no combate à poluição um entrave ao progresso econômico, o País expressou claramente que não se importaria em pagar o preço da degradação ambiental, desde que o resultado fosse o aumento do PIB. A cidade de Cubatão, onde foi criado um dos maiores parques industriais da América Latina, apelidada de Vale da Morte, demonstrou o crescimento que se buscava, à custa de uma tonelada de poluentes jogados na atmosfera.

Várias indústrias de grande porte instaladas no complexo de Cubatão, uma imensa siderúrgica, refinarias, indústrias petroquímicas e de fertilizantes, todo este conjunto era responsável por efeitos impactantes sobre o meio ambiente de uma vasta extensão da Serra do Mar e até de uma grande área do Oceano Atlântico. Gases e partículas tóxicas na atmosfera irrespirável, enormes cargas de resíduos tóxicos lançadas no solo, nas águas e nos manguezais, falta de saneamento básico, uma tragédia ambiental consolidada. A Falta de informação de uma política habitacional que evitasse a ocupação de áreas impróprias e a formação de assentamentos e moradias irregulares também clamavam medidas urgentes.

Após dez anos, cujos índices de poluição cresciam junto com o crescimento econômico, verificou-se a necessidade de reformulação do órgão ambiental do Estado, criando-se em 1983 uma área específica voltada à educação ambiental, inaugurando uma política pública nesta área. Foi por causa de Cubatão que o governo teve as primeiras ações de educação visando neutralizar os problemas rotineiros de emissão de poluentes, consistindo em controlar as fontes de poluição do ar, da água e do solo.

A Elaboração de um Programa de Educação Ambiental foi necessária e tinha que conter a participação da comunidade na gestão e controle do seu próprio meio, tendo como objetivo levar aos habitantes as informações sobre o meio ambiente e desenvolver formas de promover a educação ambiental, proporcionando a participação direta das pessoas através do encaminhamento de suas propostas e questões. As ações educativas foram feitas em associações de bairro, associações de pais e mestres, grupos religiosos, sindicatos, partidos políticos, entidades ambientais, Câmara Municipal e Prefeitura, na rede de ensino, defesa civil, etc.

Duas décadas depois, agora chamado de Vale do Piaçaguera, ainda não conseguiu eliminar todas as fontes de poluição, mas a educação ambiental foi fator relevante, mais importante, para perder o apelido de Vale da Morte.

HOJE:

Segundo a Lei n.° 9.795, de 27 de abril de 1999, a educação é um processo que possibilita às pessoas desenvolver as capacidades física, intelectual e moral, para uma melhor integração como indivíduos e na sociedade. Quando se estende esse conceito para a relação entre sociedade e natureza, entra-se no campo da Educação Ambiental.

Muito se discute a respeito da necessidade de formação de educadores ambientais não só no meio acadêmico porque a educação ambiental se faz no dia-a-dia junto a diferentes públicos. Como em todas as áreas do conhecimento, a aplicação dos conceitos à prática e a experiência frente a solução de problemas reais são fundamentais à consolidação e qualidade da atuação profissional. A prática sem fundamentos, sem dialogar com o conhecimento também não se efetiva. Esse entendimento é fundamental ao direcionamento da formação de educadores ambientais.

É muito comum pensarmos que, se cada um fizesse a sua parte, a realidade seria outra. É verdade que cada um deve ter a consciência de que pode mudar pelo menos o que está dentro de si, seus pensamentos e atitudes e influenciar o ambiente a sua volta. Mas, juntos, fazemos muito mais e melhor.

AMANHÃ

Nossa sociedade brasileira vive um momento em que devem ser observados os novos paradigmas ditados pela revolução técnico-científica informacional. Cobram-se da instituição escolar novas diretrizes em direção à compreensão da realidade. A rapidez com que se processam as informações exige uma constante busca por novas alternativas de aquisição de conhecimentos. A busca por novas identidades, a substituição de valores e a mudança de atitudes são o objetivo do momento. É imprescindível adquirir uma visão de conjunto, de mundo, de sociedade e natureza, pensando a cidadania como participação, integração a um todo maior estabelecido e vivido na realidade através da relação entre sociedade e natureza, na produção do ambiente. É necessária a continuidade dos trabalhos multidisciplinares extrapolar cada vez mais o campo específico de cada disciplina.

O caminho determinado pelo MEC, cujo item sobre meio ambiente e saúde, descreve o papel central da educação para a construção de um mundo socialmente justo ecologicamente equilibrado requer responsabilidade individual e coletiva em nível local, nacional e planetário. E é isso o que se espera da Educação Ambiental no Brasil.

A questão ambiental é abordada no resgate da cidadania, nas relações das pessoas com a natureza num determinado espaço e também pelos demais temas transversais, como ética, sexualidade, cidadania, saúde, cultura e trabalho.

O futuro esperado é que os educadores sejam estimulados, preparados e conscientizados da sua missão de também despertar consciências e talentos, inspirar pessoas e trilharem os caminhos da transformação pessoal, e, por conseqüência, do seu entorno, tornando-os capazes de atuar, buscar soluções e, coletivamente, construir realidades mais felizes para suas vidas.

Rosa Ramos é advogada, membro da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo, membro do CONSEMA – Conselho Estadual de Meio Ambiente e do COSEMA – Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP

Fotos disponíveis no site www.mprossi.com.br/si/site/2004

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One Comment »

  1. o fim do mundo ja esta ai…ou fazer o motorkusmann e mais 7 projetos ecologicos,para minimizar…2 navio eco…3 ressonancia maguinetica x saude…4 construcao x seguranca…5 material resistente ao fogo…6 purificador de escapamento veicular x oxigenio…7 vasina x poluicao…8 particulas do big bem…com tudo isto o fim do mundo nao e para agora,,,

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