Artesãs do Vale do Urucuia ganham prêmio por projeto sócio-ambiental
Artesãs do projeto Pólo Veredas (Vale do Urucuia/MG) foram as vencedoras do 1º Prêmio Objeto Brasileiro na categoria ação sócio-ambiental. Apoiado pelo SEBRAE-MG e pela ONG Central ArteSol, o projeto foi reconhecido pelo desenvolvimento do processo de coloração na tecelagem que não requer produtos químicos, não causa mal à saúde, nem ao meio ambiente, e ainda gera ocupação e renda para mulheres do Noroeste do Estado.
O projeto tem a participação de 150 artesãs de cinco associações da região, que formam uma rede de produção, que inclui o tingimento, a fiação e a tecelagem. O processo começa com a coloração na cidade de Uruana de Minas. O trabalho é feito com folhas de manga, goiaba, serragens de árvores e casca de cebola.
Ao todo são 18 corantes naturais. Em média, as artesãs gastam meio quilo de casca de cebola para tingir um quilo de linha de algodão e obter um tom amarelado. Cinco quilos de folha de manga são necessários para conseguir uma cor esverdeada. A ferrugem também é usada como tonalizante e é produzida pelo contato das sucatas de ferro com água e amônia.
Depois de coloridos, os fios são encaminhados para as associações de artesãos dos municípios de Riachinho, Sagarana (distrito de Arinos), Natalândia e Bonfinópolis de Minas para serem transformados em colchas, xales, tapetes e mantas. Parceiro na iniciativa, o SEBRAE-MG oferece capacitações para profissionalizar e melhorar a qualidade dos produtos. As artesãs participam de treinamentos na área de design, associativismo, empreendedorismo, acesso ao mercado e gestão.
Objeto Brasileiro
A idéia do prêmio é estimular a pesquisa e a inovação, divulgar e promover artesãos, designers e empresários que propõem novos caminhos para a criação de objetos artesanais no país.
O prêmio recebeu 1.000 inscrições de produtos, projetos e designers de todo o país. Destes, 62 foram selecionados para a fase final de avaliação e 8 foram premiados nas categorias objeto de produção autoral, objeto de produção coletiva, ação sócio-ambiental e novos projetos (estudantes e jovens profissionais).
Entre os critérios de avaliação estão o posicionamento do produto artesanal no mercado, funcionalidade, qualidade estético-formal, conteúdo inovador, aspecto ambiental, desenvolvimento sustentável, geração de emprego e renda, interface solidária e multicultural, valorização do patrimônio cultural brasileiro, preservar e divulgar a cultura local.
Os objetos finalistas e os projetos premiados participam da exposição 1° Prêmio Objeto Brasileiro até 28 de novembro, na sede de A CASA – Museu do Objeto Brasileiro – , em São Paulo.
Serviço
Exposição 1º Prêmio Objeto Brasileiro
Até 28 de novembro
A CASA – Museu do Objeto Brasileiro
Rua Cunha Gago, 807 – Pinheiros – São Paulo/SP
Informações: (11) 3814 9711



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