Parte da Amazônia precisa de um destino
Tramita pela Câmara dos Deputados o PL 6424/2005, um projeto de lei proposto pelo Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que prevê a modificação da Lei nº 4.771 de 15 de setembro de 1965, permitindo, dentre outros, que o reflorestamento de áreas devastadas em reservas legais na Amazônia seja realizado com o plantio de até 30% de espécies exóticas exploradas economicamente, inclusive palmáceas (coqueiros, palmeiras). O PL 6424/2005 pretende impulsionar a produção de biocombustíveis na região Amazônica.
Segundo ruralistas este Projeto de Lei permitirá a produção em larga escala de matéria-prima para a produção de biocombustíveis, sobretudo a partir do Dendê. Não obstante, alegam que esta é a única forma de manter preservado 50% da biodiversidade Amazônica e que tal projeto incentivará a adesão dos fazendeiros à legislação ambiental.
De opinião oposta, os ambientalistas dizem que na prática o dispositivo de reflorestamento proposto significa uma redução na reserva legal da Amazônia para 50%, já que o uso de espécies exóticas reduz as funções ecossistêmicas nas florestas.
O Brasil como quarto emissor mundial de gás carbônico necessita da floresta amazônica como neutralizadora das emissões. O Greenpeace, com base nas taxas de destruição anuais, estima que em duas décadas 31% da floresta estarão derrubados e 24% estarão degradados. E a Amazônia prevista para virar uma savana até o final deste século.
O que fazer?
A tramitação do projeto pode ser acompanhada recebendo e-mails a partir do site da Câmara dos Deputados, basta fazer um CADASTRO gratuitamente no site da Câmara.
Além disso, o Greenpeace lançou uma mobilização social denominada “Meia Amazônia Não”. Um abaixo-assinado onde os internautas podem assinar e convidar amigos para participar.
Toda vez que alguém participa do abaixo-assinado um e-mail é enviado a uma série de deputados listados no site do Greenpeace. Além disso, pode-se fazer o download da petição, divulgar a campanha e cobrar os deputados.
Ponderar as possibilidades de aprovação ou não do projeto, uma vez que vários interesses estão envolvidos, é uma atitude pertinente à população. Sem dúvida alguma, a Amazônia é patrimônio de todos nós.




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