O descaso continua sendo um dos maiores problemas quando o assunto é sustentabilidade, ecologia, preservação, meio ambiente, saúde pública e tantos outros títulos envolvendo a qualidade de vida tanto do nosso planeta quanto dos seres que o habitam.
É inconcebível tomar conhecimento de como assuntos gravíssimos podem ser deixados de lado como se não existissem.
Este meu comentário está embasado na matéria que li no final do ano passado no site Greenpeace Brasil que relata a visita aos ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Carlos Minc (Meio Ambiente), de um ativista vestido de garçom usando uma máscara de caveira e trazendo numa bandeja garrafas de água radioativa que estava sendo consumida pela população de Caetité localizada no sudoeste da Bahia. Nesta água coletada foram encontrados altos índices de urânio uma vez que os poços ficam próximos à área onde eram operadas as minas de urânio pela estatal Industrias Nucleares Brasileiras (INB). O mineral radioativo encontrado na água está sete vezes acima do limite estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
Esta constatação havia sido verificada pelo Greenpeace e novas coletas foram efetuadas pelo Instituto de Gestão das Águas (Ingá) da Bahia comprovando a contaminação ambiental por urânio. Porém nenhuma medida foi tomada. Então os ativistas resolveram oferecer aos ministros a água radioativa com o objetivo maior de pressioná-los a tomar providências quanto ao fato.
Rebeca Lerer que é coordenadora da campanha de energia nuclear do Greenpeace e que também estava presente na visita, disse: “Viemos cobrar medidas do governo federal, que ainda não se pronunciou a respeito da contaminação da água por urânio em Caetité. Até agora, a INB, que é uma empresa estatal controlada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear e vinculada ao MCT, limitou-se a negar qualquer responsabilidade sobre o caso e não está colaborando com a investigação independente decidida pelos procuradores federais”.
A população tem direito a ser informada e esclarecida sobre os cuidados que deve tomar em relação a um assunto tão importante e perigoso que envolve diretamente a saúde das pessoas que vivem neste lugar, que agora, em razão das operações da INB se tornou de risco.
Precisamos ficar alertas e cobrar atitudes e soluções.
Assista ao vídeo e seja testemunha do descaso e da irresponsabilidade
Fonte: Greenpeace
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