Obama Ecológico
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A posse do novo presidente norte-americano Barack Obama no último dia 20 de Janeiro certamente causou comoção mundial, ou pelo menos transpôs o foco de atenção para o primeiro negro a comandar os Estados Unidos. E novamente estão depositadas em uma figura pública as esperanças quanto à melhora na economia mundial, o fim das atrocidades da guerra do Iraque entre outras questões que permeiam na mente de todos que acompanham o que vai agora acontecer ao mundo após o fim da “Era Bush”. No que diz respeito ás questões ambientais, o governo George W. Bush foi um fracasso, sendo a não assinatura do Protocolo de Kyoto apenas a ponta do descaso dado por ele a estas questões “menores” comparadas a urgência em combater terroristas. Já Obama veio durante a sua campanha transparecendo não somente a vontade de conquistar o voto verde dos ativistas ambientais, mas de efetivamente tomar medidas para que a mudança ocorra. Em seu discurso de posse não passou batido os trechos em que ele transpareceu de que seu governo poderá mudar o rumo da Ecologia em nosso planeta. Abaixo alguns destes trechos:
“Casas foram perdidas; empregos cortados; negócios fechados. Nosso sistema de saúde está muito dispendioso; nossas escolas fracassam com muitos; e cada dia traz novas evidências de que as formas como usamos a energia fortalecem nossos adversários e ameaçam nosso planeta. Esses são os indicadores da crise, assunto de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o enfraquecimento da confiança ao longo de nossa terra – um medo repetido de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve diminuir suas perspectivas. (…)
Para todos os lugares que olhemos, existe trabalho a ser feito. A situação da nossa economia pede ação, ágil e rápida, e nós agiremos – não apenas para criar novos empregos, mas para lançar a fundação para o crescimento. Nós construiremos as estradas e pontes, as instalações elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos mantém juntos. Nós levaremos a ciência a seu lugar de merecimento e controlaremos as maravilhas da tecnologia para aumentar a qualidade do sistema de saúde e reduzir seu custo.Nós usaremos o Sol e os ventos e o solo para abastecer nossos carros e movimentar nossas fábricas. Nós transformaremos nossas escolas, faculdades e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso nós faremos.(…)
Com velhos amigos e antigos adversários vamos trabalhar incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear, e reduzir o espectro do aquecimento global. Não vamos pedir desculpas por nosso modo de vida, nem vamos vacilar em sua defesa, e, para aqueles que procurarem avançar em seus objetivos produzindo terror e matando inocentes, diremos a eles que nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; eles não poderão prevalecer e nós os derrotaremos.(…)
Às pessoas das nações pobres, nós queremos trabalhar a seu lado para fazer suas fazendas florescerem e deixar os cursos de água limpa fluírem; para nutrir corpos famintos e alimentar mentes ávidas. E para aquelas nações como a nossa, que vivem em relativa riqueza, queremos dizer que não podemos mais suportar a indiferença quanto ao sofrimento daqueles que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem nos importar com as consequências. Nós devemos acompanhar as mudanças do mundo.”
Cabe agora não apenas serem depositadas grandes esperanças no que foi dito, mas também a cobrança de promessas que não dizem respeito apenas a nação que Obama comandará, e sim a todo o planeta.

O Radar Verde agrega informações sobre sustentabilidade, tecnologia verde, ecologia, meio ambiente e assuntos correlatos.

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