O que as cobras gigantes têm a dizer?
Foi noticiado no portal G1 essa semana o drama vivido pela região de Everglades (região pantanosa da Flórida), nos Estados Unidos. A região está sendo invadida por cobras gigantes em busca de alimento, fator deficiente em uma área urbanizada e obviamente despreparada para suprir a quantidade de comida que esses animais necessitam.
Depois do furacão Andrew, várias espécies de cobras gigantes fugiram de cativeiros e passaram a habitar os pântanos daquela região. Sem contar a imprudência de determinados criadores, que soltam os animais quando percebem as proporções dos novos bichinhos de estimação que adotaram.
O clima da região é propício para sua reprodução, e o fato delas se reproduzirem em grande quantidade e rapidamente agrava ainda mais a situação da população.
“Estas cobras amadurecem cedo, produzem grandes quantidades de crias, viajam longas distâncias e têm dietas variadas e amplas que fazem com que elas possam comer a maior parte dos pássaros e mamíferos nativos”
Já foram encontradas pelo menos seis espécies, dentre elas: Píton, Burmesa e Jibóia Constritora. Elas estão à procura de pássaros, mamíferos e até mesmo répteis para se alimentar, ameaçando a fauna e a população da região que possui animais domésticos.
Pode parecer papo chato de biólogo mas essa situação caótica é uma questão de sobrevivência para esses animais.
Há algum tempo escrevi aqui sobre o caso dos Dragões de Komodo na Indonésia, e os ataques aos moradores da região devido a escassez de alimentoe à destruição do seu habitat. A essência do problema é a mesma e a história se repete.
A partir de agora a população deve ser manter informada de como lidar com o aparecimento desses animais e a quem recorrer nesse caso. Inúmeros animais entraram em extinção devido a ignorância da população, animais que também já citei aqui: como Tigre da Tâsmania, nativo da Austrália, que foi extinto depois da caça desregrada aos exemplares que atacavam a população.
Não estou defendendo a todo custo a posição selvagem dessa questão, mas acredito que entre os extremos há uma solução que pode beneficiar as duas partes, respeitando as necessidades de cada um.





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Gostei do post – apesar de não simpatizar com cobras – pois trouxe conhecimentos sobre cobras gigantes (nem sonhava com isso) e sobre o perigo da expansão territorial de nós, humanos, colocando em cheque a sobrevivência não somente de uma espécie, mas de um sistema em sua totalidade.
17 October 2009 at 4:29 pm