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Sementes nativas: aroeira-pimenteira é um sucesso

Maria Carolina 12 January 2010 destaques 475 views No CommentPrint This Post Print This Post Email This Post Email This Post

Recebi esta notícia na newsletter do IBFlorestas.

Conhecida popularmente como aroeira-vermelha, a Schinus terebinthifolia está entre as espécies mais vendidas pelo IBFLORESTAS em 2009. Foram coletados 250 kg de sementes e vendidos 100 kg. A espécie brasileira, também conhecida popularmente como aroeira-mansa, aroeira-precoce, aroeira-negra, aroeira-branca, aroeira-do-campo, aroeira-do-sertão é ideal para o reflorestamento de áreas degradadas.

Além disso, ela possui grande capacidade de adaptação e é bastante versátil, podendo ser utilizada para diferentes finalidades. A árvore da espécie é de pequeno a médio porte, capaz de alcançar de cinco a nove metros de altura. As pequenas flores de cor branco-esverdeada se tornam uma fonte rica de pólen para as abelhas. Os frutos, pequenas drupas esféricas, rosadas a avermelhadas, alimentam aves silvestres e podem ser utilizados como condimento na culinária. Sua ocorrência se dá em grande parte do território nacional, de Pernambuco até o Rio Grande do Sul, em várias formações vegetais.

reprodução de foto de Luciano Ogura, postada no blog Arvores Vivas

O IBF (Instituto Brasileiro de Florestas) cultiva cerca de 180 espécies florestais nativas e de um universo de 100 mudas plantadas, 20 devem ser de aroeira, que pode ser usada nas áreas de preservação permanente ou nas áreas destinadas à reserva legal.

E além da madeira, a aroeira-mansa dá a pimenta-rosa, muito popular na França, onde é utilizada na ornamentação e tempero de preparações culinárias por seu sabor levemente picante e adocicado. Na foto, que vi no blog Árvores Vivas, a aroeira-rosa era usada na arborização urbana, como esta que estava à marginal Tietê antes das obras de ampliação das pistas.

Por seu porte médio, a árvore também pode ser utilizada como cerca-viva. Nos viveiros, suas mudas são muito apreciadas já que suas características permitem que ela seja usada para o reflorestamento de áreas degradadas. Especialistas sugerem também o uso da espécie Schinus terebinthifolius, das mais adaptáveis aos solos pobres e secos. Além disso, a planta cresce rapidamente, multiplica-se facilmente por estacas e sementes e é muito resistente ao estresse hídrico.

Informações científicas:

  • Nome Científico: Schinus terebinthifolius
  • Sinonímia: Schinus mucronulata, Schinus weinmanniifolius, Schinus riedeliana, Schinus selloana, Schinus damaziana, Schinus raddiana
  • Família: Anacardiaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Argentina, Paraguai e Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene

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