Sustentabilidade de Ponta a Ponta
Há alguns meses, numa coletiva do prêmio Walmart de Sustentabilidade, ouvi da equipe da empresa os primeiros relatos públicos de algo que se tornou real ontem.
Dez parceiros da rede de supermercados promoveram mudanças significativas em produtos importantes de seus portfólios a fim de reduzir impactos socioambientais. A iniciativa faz parte do projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta do Walmart no Brasil.
Ao longo de 18 meses, as indústrias parceiras do projeto – 3M, Cargill, Coca-Cola Brasil, Colgate-Palmolive, Johnson&Johnson, Nestlé, Pepsico, Procter&Gamble, Unilever e Bertolini (fabricante do sabão Top Max, marca própria do Wal-Mart Brasil) – avaliaram seus produtos e estudaram em quais etapas do ciclo de vida poderiam efetuar melhorias. O ciclo de vida de um produto começa com a produção dos insumos e matérias-primas e termina na gestão dos resíduos após o seu consumo. “O projeto permitiu que houvesse melhorias em cada um dos 10 produtos”, afirma Eloísa Garcia, do Centro de Tecnologia em Embalagens (Cetea), responsável técnica pela supervisão dos processos industriais de todos participantes. Além da redução do uso de água, combustíveis e energia elétrica, as empresas conseguiram aumentar a aplicação de material reciclado e otimizar o tamanho e o peso das embalagens.
Os produtos ecologicamente mais corretos – como o sabão Top Max feito com 20% de óleo de cozinha usado e as fraldas Pampers que usam 30% a menos de celulose – estarão disponíveis nas 436 lojas da rede de supermercados e hipermercados da empresa nos próximos 15 dias. Héctor Núñez, presidente do Walmart Brasil, afirma que o preço desses produtos aprimorados não será maior que as linhas similares. “Caso o consumo seja grande e haja ganho de escala, o preço poderá, inclusive, cair”, diz o executivo. A ideia é estimular o consumidor a optar por essas versões e educá-lo sobre a importância do investimento na redução do impacto socioambiental.
Ao longo de 2010, outros 12 parceiros participarão do projeto e investirão em melhorias. “Nosso objetivo é ter mais parceiros participando desse projeto”, diz Núñez. “Percebemos que a indústria e o varejo podem, juntos, buscar soluções para problemas socioambientais e ainda ganhar dinheiro.” Já aceitaram o desafio e começaram a trabalhar no projeto as empresas Ambev, Bunge, Reckit Benckiser, L’Oreal, Cadbury, Danone, Mars, Kimberly-Clark, Sara Lee, Whirpool, Santher e Philips.



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